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Subindo o nível: certificações valorizam negócios e abrem portas para mercado internacional

Empreendimentos presentes na FAC mostram como as certificações fortalecem as oportunidades de negócios e o posicionamento de marcas
Por Da Redação
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Existem diferentes selos e certificações que garantem a produtos brasileiros garantia de qualidade, rastreabilidade, pureza, indicações de origem e se são orgânicos. Essas certificações não são apenas estratégia de marketing para posicionar marcas no mercado. São um passo para ampliar os horizontes dos negócios, dando a oportunidade de exportar para outros países, onde consumidores são muito mais exigentes com a origem do que compram e se preocupam com o papel que os empreendedores desempenham em relação à sustentabilidade e segurança.

Na 14ª Feira de Artesanato do Círio, há negócios que conquistaram certificações. Erika D’Antona Tikuna e Paulo Cruz, empreendedores da Paladar Amazônico (estande 152), obtiveram o selo “Feito de Amazônia”, criado na COP30 pela Embratur. A conquista para a marca de molhos e geleias com sabores regionais contou com apoio do Sebrae no Pará e muita dedicação. Agora os rótulos são em inglês e português. Eles contêm as informações nutricionais e composição tanto no padrão brasileiro (Anvisa) quanto o da FDA, dos Estados Unidos.

“Somos os únicos da FAC com esse selo e já estamos exportando para alguns países. Estamos em negociação para fazer as exportações para China, Estados Unidos, Portugal e Inglaterra também conhecerem nossos sabores regionais e releituras de molhos, como o tarê de açaí. Conseguir esse selo, através do da consultoria do Sebrae, agregou muito valor à marca e é uma importante ferramenta de marketing”, conta Erika, descendente de bisavós italianos e indígenas da etnia Tikuna. A embalagem de um dos produtos, o kit “Trilogia Paladar da Amazônia”, traz os grafismos da ancestralidade da empreendedora.

O Sítio Boa Esperança (estande 93) tem a marca de mel Raynah, que conquistou o selo Vitrine do Agricultor Familiar, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar (MDA). Além do próprio mel para consumo, há produtos como sabonete e pão de mel artesanal. Com apoio do Sebrae/PA e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), o trabalho agora segue para buscar as certificações necessárias para exportar. Uma completa mudança de nível, comparado com o momento de crise do começo da empresa familiar de Bragança, com um incêndio na propriedade.

“Hoje a Mel Raynah, com o selo do MDA, já leva o mel produzido por abelhas uruçu cinzenta sem ferrão e apis. O de uruçu é diferente, levemente mais cítrico e líquido. Com o tempo, passa por processo de fermentação e ganha probióticos. No sítio, um negócio que colabora com o meio ambiente por termos as abelhas polinizadoras, nossa família é como uma colmeia. Cada um tem a sua função e temos uma bióloga. Essa empresa era um sonho do meu pai, que começou trabalhando só com a minha mãe. Hoje, ele tem as abelhinhas dele, como chama, e o Sebrae foi fundamental na nossa trajetória desde 2017, quando participamos de uma feira em Bragança”, diz Andréa Alves, advogada e uma das abelhinhas da Mel Raynah, do Sítio Bosa Esperança.

Erika D’Antona Tikuna, da marca Paladar Amazônico. Foto: Carlos Borges.

Certificações representam garantias

Renata Batista, gerente da Unidade de Sustentabilidade e Inovação do Sebrae/PA, reforça a importância de obter certificações para escalar negócios e acessar o mercado internacional. Mas mais do que isso, mostra uma segurança para os clientes, pois há garantia de que o empreendimento se submeteu a regras rigorosas de órgãos públicos e agências.

“No Sebrae, analisamos o negócio junto com os empreendedores para identificar quais certificações são viáveis e estão de acordo com a realidade daquele empresário. Então oferecemos consultoria, capacitações e arcamos com parte dos custos para que seja possível obter essas certificações, que são importantes ferramentas de marketing. Mas não basta obtê-las, é preciso trabalhar para que haja renovação e até mesmo obtenção de outros selos e certificados”, explica Renata.

Além das certificações, há também as indicações de origem, que também representam um padrão de qualidade de rastreabilidade de um produto com características únicas. Atualmente o Pará tem o queijo do Marajó, a farinha de Bragança e o chocolate de Tomé-Açu. O Sebrae/PA faz parte das instituições que buscam estabelecer novas indicações de origem para o estado.

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