Começar algo novo, mesmo que com investimento em planejamento, pode se tornar um desafio muito grande. A empreendedora Drielle Sasaki, que vem de uma família de comerciantes, experienciou isso quando decidiu mudar de carreira de maneira repentina.
Em 2019, Drielle deixou a carreira de corretora de seguros para apostar no empreendedoríssimo. “Foi uma decisão guiada pelo desejo de construir algo com significado, que representasse nossa cultura e gerasse impacto positivo”, lembra.
Formada em administração, Drielle passou, então, a se dedicar ao aprimoramento da marca Amazônia Zen, unindo moda e sustentabilidade de uma maneira inovadora, com a produção de acessórios como colares e brincos e peças de vestuário como bodys e vestidos, além de artigos de decoração.
Mesmo com o objetivo alinhado, a empreendedora enfrentou desafios, pois no momento de dedicação e foco a pandemia da Covid-19 trouxe dificuldades financeiras e de operação. “Precisei me reinventar completamente para manter o negócio vivo. Foi um período de muito aprendizado, resiliência e adaptação, que fortaleceu a base da empresa e minha visão como empreendedora”, afirma.
Um dos diferenciais de Sasaki é o investimento em capacitação, entre elas as realizadas graças à parceria com o Sebrae no Pará. “Desde o empretec, que foi um divisor de águas na minha mentalidade empreendedora, até as consultorias, capacitações e projetos voltados à economia criativa e à COP 30. Tudo contribuiu diretamente para o fortalecimento da gestão, posicionamento da marca e abertura de novas oportunidades de mercado, inclusive com visibilidade nacional”, explica Drielle.

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Resiliência e inovação
A persistência da empreendedora em acreditar no diferencial do negócio tornou a Amazônia Zen referência na moda regional. Com um olhar mais sustentável, as peças começaram a ser produzidas utilizando fibras de garrafa pet e transformando materiais descartados em itens que valorizam o regional. “Mais do que produtos, entregamos uma experiência e um estilo de vida”, aponta a empreendedora.
Drielle destaca que a valorização do meio ambiente com cortesia não é apenas um diferencial, mas uma maneira de conscientização. “A floresta amazônica é um patrimônio global, e o mercado precisa entender que crescimento econômico deve caminhar junto com preservação. Quando utilizamos os recursos de forma consciente, valorizamos a origem, geramos renda de forma responsável e contribuímos para um futuro mais equilibrado”, defende a empreendedora.
