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Abridor de letras leva tradição artística paraense para a FAC 2026

Artista Alessandro Abreu fez as letras dos nomes de clientes em papel na hora para pôr em quadro, no Espaço “A casa como ela é”
Por Da Redação
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As tradicionais letras ribeirinhas, vistas nos barcos paraenses, estão presentes na 14ª Feira de Artesanato do Círio (FAC) por meio das mãos do abridor de letras Alessandro Abreu, que trabalha há 26 anos com a técnica. Morador de Soure, na Ilha do Marajó, ele participou nesta sexta-feira (9), da programação da “Casa como ela é”, espaço dedicado à decoração com identidade paraense, composto por peças disponíveis na feira. O local recebe artistas convidados, com o objetivo de ampliar a troca de experiências entre os expositores da FAC e o público.

Alessandro considera sua participação no espaço um sucesso, por representar um momento de visibilidade para sua arte, e demonstra o desejo de voltar como expositor futuramente. “Tá sendo só gratidão, alegria; a feira tá sendo sucesso. As peças que eu trouxe quase todas foram vendidas, eu acredito que todas vão ser até as 22 horas. As letras que estão sendo feitas em papel na hora, os clientes chegam, querem sua letra, eles levam na hora, no quadro”, relatou.

Antônio Maia, visitante natural de Rondônia, foi um dos que levaram a letra inicial do nome com a tipografia regional. Ele viu o espaço e se aproximou. Foi um dos clientes que recebeu a primeira letra do nome em um quadro, com a assinatura do artista. “Eu gosto de valorizar a cultura da nossa região aqui. Eu sempre achei bonito esse tipo de escrita. Aí vi, parei aqui e me chamou a atenção”, contou Antônio.

Antônio Maia, de Rondônia, conheceu o trabalho dos empreendedores. Foto: Carlos Borges.

No espaço intitulado “Criativo Convidado”, Alessandro trouxe peças com letras abertas em madeiras utilizadas nas embarcações. Além das letras individuais, os trabalhos apresentam palavras como “Fé” e “Belém”. Isso chamou à atenção da professora Alessandra Baganha, de Belém, que aproveitou para encomendar peças para sua casa, como trabalhos em madeira e letras para decorar uma parede, com o objetivo de ter um pedaço do Marajó em seu lar.

“Olho para essas letras abertas pelos nossos amigos do Marajó, e me remete à terra-mãe, ao rio, a uma arte, a uma cultura que são nossas. E quando chega na época do Círio, vocês conseguem, aqui, com a Feira do Sebrae, um encontro desses sentimentos , do significado do que é ser paraense”, explica.

Visibilidade na FAC

O abridor de letras contou que integra o Instituto Letras que Flutuam, que reúne 27 associados de várias partes do Pará. A entidade ajuda a valorizar e articular os trabalhos para que a lucratividade gerada por esse tipo de arte chegue às mãos de quem realmente trabalha com ela.

“Ajuda muito porque essa visibilidade da feira é muito grande. Agora há pouco estava o superintendente aqui conversando com a gente sobre futuros projetos para o abridor no Sebrae. Eu acredito que ajuda muito, não só eu, mas toda a minha equipe que tá comigo. Eu tô aqui representando a minha equipe toda de abridor”, finaliza.

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