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Pesquisa levanta dados sobre diversidade de empreendedores

Pesquisa Perfil do Expositor foi lançada para levantar dados essenciais sobre a diversidade empreendedores presentes na FAC 2026
Por Da Redação
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A 14ª Feira de Artesanato do Círio, lançada com a proposta de ser a mais inclusiva e diversa, foi a primeira a lançar um levantamento do perfil dos mais de 300 empreendedores presentes. A pesquisa Perfil do Expositor busca descobrir quantas pessoas possuem alguma deficiência, neurodivergência, quantos são idosos, quantos são negros, quais etnias indígenas, a representatividade da população LGBTQIAPN+, entre outros dados. Os resultados vão ajudar o Sebrae no Pará a criar iniciativas que melhor atendam esses públicos em diferentes situações.

O coordenador do Comitê Sebrae de Diversidade e Inclusão, Alexandre Alves, explica que o grupo foi criado para buscar as melhores formas de atender públicos considerados sub representados. Pesquisas de perfil já foram realizadas em outros eventos, mas a Perfil do Expositor é a primeira que busca conhecer a fundo e identificar detalhes dos empreendedores que fazem a FAC ser uma feira tão diversa e inclusiva. Nesta quarta-feira (14), a pesquisa foi apresentada a cada expositor. O levantamento é online, seguro e particular e pode ser feito pelo celular. Uma equipe foi em cada estande para explicar o procedimento.

“Sempre buscamos informações com os expositores sobre quem são, município, faturamento, mas estamos ampliando essa proposta, para saber quem são, como se identificam, como se autorreconhecem e em que grupo estão. Isso vai nos ajudar a melhor organizar a estrutura não apenas da FAC 2027, mas também elaborar iniciativas mais assertivas para outros eventos, usando inteligência e o olhar dos membros do comitê”, diz Alexandre.

Alexandre Alves, do Comitê Sebrae de Diversidade e Inclusão do Sebrae/PA. Foto: Carlos Borges.

Franciane Cruz, coordenadora da Unidade de Estratégia e Planejamento do Sebrae/PA e membro do comitê, avalia que sempre se buscava diversidade e representatividade, mas não havia dados consolidados e informações tão precisas de perfil. “É importante termos esses dados e indicadores de grupos sub representados, não só para conhecer, entender e atender, mas até para conhecermos o alcance do nosso próprio trabalho. A quem estamos apoiando? Nossas ações estão ajudando um indígena ou uma família atípica? Sabemos que algumas informações são delicadas, porém relevantes”, comenta.

Para Jocylene Costa Rodrigues, do Ateliê Bernardo Arte (estande 171 da FAC), pesquisas como a Perfil do Expositor são necessárias porque um evento tão grande reúne muitos públicos. “Dá para ver que temos muitos idosos, pessoas negras… é realmente bem diverso”, comentou, logo após ser informada sobre o levantamento.

Os primos Gabriela Magalhães e Arthur Magalhães, do Coletivo Cultural Pará na Cuia (estande 134), gostaram da ideia da pesquisa e observaram que em alguns estandes, não há somente o expositor. Há também equipes e que aumentam a diversidade de públicos. “Essa é uma boa iniciativa. Sempre é bom conhecer o perfil das pessoas para atender melhor e compreender o outro”, opinaram.

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