ASN PA Atualização
Compartilhe

Empreendedores de 29 municípios paraenses participam da 14ª FAC

Representantes de 29 cidades do Pará apresentam produtos de diferentes tipologias até a próxima quarta-feira (14), em Belém.
Por Da Redação
ASN PA Atualização
Compartilhe

Quem visitar a 14ª Feira de Artesanato do Círio (FAC) até a próxima quarta-feira (14) encontrará produtos de diferentes tipologias e regiões do Pará, com a participação de empreendedores de 29 municípios paraenses. Artesanato, moda autoral, acessórios, cerâmicas, lembranças, gastronomia e outros itens estão disponíveis na feira.

Adriano Silva, representante do Ateliê São Pedro (estande 112), de Parauapebas, trabalha com arte sacra católica, com imagens e terços feitos de gesso e estilizados. “Trabalhamos com peças que a pessoa pode presentear com algo mais sofisticado, para uma decoração. E a nossa técnica em que estamos trabalhando com um foco maior, é o que está saindo mais e estão pedindo bastante, é a de imitação de porcelana italiana”, revela Adriano.

Segundo ele, além da beleza estética, a técnica permite comercializar as peças a preços mais acessíveis. Por isso, durante a feira, elas foram as preferidas dos consumidores. “Eu trouxe o carro-chefe, que, graças a Deus, esgotou: foram imagens de Nossa Senhora de Nazaré. Eu trouxe umas 50, de 20, 25 e 30 cm, e já esgotaram. A última vendi hoje”, comemora o empreendedor.

Do município de Vigia, na região do Salgado, Rosilene Rocha produz bolsas de crochê com fios 100% algodão e iconografias do Círio de Nazaré. As peças seguem moldes exclusivos e foram preparadas especialmente para a FAC desde o ano passado. A produção também inclui símbolos que retratam a cultura vigiense. A loja Leny Fios e Pontos apresenta peças feitas com uma técnica cuidadosa, que valoriza os motivos propostos.

“As peças do Círio são as que mais as pessoas falam, admiram, principalmente pelas identidades, pelas cores, então esse é nosso diferencial. São bolsas de crochê, feitas do começo ao fim”, explica Rosilene. Na loja, há modelos especiais e opções para o dia a dia. E, a partir de R$ 300 em compras, o cliente recebe uma ecobag como embalagem.

Rosilene Rocha, de Vigia, trabalha com crochê. Foto: Selton Martins.

Sucesso na primeira participação

Em sua primeira participação na feira, Raimundo Borges, de São João da Boa Vista, no Marajó, destaca o sucesso de vendas com quadros de miriti em formato 3D. O artesão da marca Arte da Ilha, no stande 144, conta que vários produtos conquistaram o público. “Avalio minha participação como super positiva. Todos os trabalhos que eu trouxe foram vendidos no terceiro dia. Precisei renovar o estoque. A gente sempre sonha em estar nesta feira por ser conhecidíssima. Eu tive o privilégio de estar nessa edição”, contou o empreendedor, que trabalha há 40 anos com artesanato.

Maior participação de municípios

O coordenador geral da FAC, Igo Silva, destaca a importância da presença de representantes de diferentes municípios para a valorização da cultura paraense. “A FAC está crescendo muito. Com esse crescimento, entendemos que a gente precisa cada vez mais valorizar toda a representatividade do Pará. E essa FAC, além dos números expressivos de participantes, mais de 300 empreendedores da área, nós estamos entregando também a maior FAC em número de municípios representados”, observa.

Ele também ressalta que a diversidade de municípios amplia a dimensão cultural e simbólica da feira. “Essa representação das mais variadas regiões do estado destaca a importância da cultura e do artesanato para toda a nossa economia. Temos representantes não só da região metropolitana, mas da região do Baixo Tocantins, do Araguaia, do Xingu, do Capim, do Guamá. Enfim, as mais variadas regiões do estado estão aqui, e o nosso visitante pode aproveitar para entender um pouquinho do nosso estado”, reforça o coordenador

  • cultura empreendedora
  • Empreendedorismo
  • fac