Logo na entrada da Feira de Artesanato do Círio (FAC), os visitantes encontram A Casa Como Ela É, um espaço dedicado à decoração com identidade paraense, composto por peças disponíveis no próprio evento. A proposta é conduzida pela jornalista Trisha Guimarães, também empreendedora à frente da pop-up store Ciriando. Diariamente, o espaço recebe artistas convidados para um bate-papo que busca ampliar a troca de experiências entre os expositores da FAC e o público.
Trisha conta que a proposta nasceu de uma inquietação pessoal. Ela já foi expositora, atuou como microempreendedora individual (MEI) e também é consumidora dos produtos da FAC. Diante da variedade de itens, histórias e inspirações criativas, escolher o que levar para casa nem sempre era uma tarefa fácil. E, depois de adquirir uma peça, surgia outra questão: como incorporá-la à decoração? Afinal, muitas pessoas já devem ter passado pelo dilema de comprar um produto que parecia incrível na exposição, mas não funcionava tão bem na decoração de casa.
“Sugeri esse espaço ao Sebrae no Pará, simulando uma sala de estar e uma sala de jantar de uma casa, decoradas apenas com peças encontradas na FAC. Os visitantes e até outros expositores chegam, veem as peças aplicadas na prática e, se gostarem de algo, saberão em qual estande podem encontrar”, explica Trisha.

No primeiro dia, por exemplo, ela montou uma mesa com várias imagens da Virgem de Nazaré. Em uma das paredes, reuniu uma placa de venda de açaí, uma cobra de miriti e um grande “Égua”, no estilo artístico dos abridores de letras. Uma combinação inusitada que mostra como diferentes referências da cultura paraense podem dialogar na decoração.
Na programação de A Casa Como Ela É, o momento “Criativo Convidado” abre espaço para que os artistas não apenas apresentem suas obras, mas também interajam com o público, troquem ideias e inspirem novos olhares. Entre os convidados estão Marinaldo Santos, que participou do primeiro dia, Alessandro Abridor de Letras e Carol Evangelista.
“Essa é uma iniciativa que valoriza muito o trabalho dos artistas. A variedade aqui é muito grande, e poder conhecer, consumir, levar para casa e ver como as peças poderiam ficar é uma oportunidade muito legal. Também é muito bom estar aqui, em contato com tanta gente talentosa, cada um com sua linguagem e seus conhecimentos, e poder trocar experiências e inspirações com toda essa diversidade”, comentou o pintor e desenhista Marinaldo Santos.

