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A valorização do meio ambiente e saberes tradicionais podem ser uma boa oportunidade para negócios na região Norte. Foi com esse olhar que a empreendedora Tainah Fagundes, de 43 anos, se consolidou à frente da marca Da Tribu, unindo moda, design, turismo de experiência e biomateriais da floresta.

Com trajetória ligada à cultura, comunicação e projetos socioambientais, Tainah encontrou no empreendedorismo uma forma de fortalecer comunidades amazônicas por meio da economia criativa.

“Eu vim da área da cultura e da comunicação, formação que atravessa muito a forma como penso narrativas, identidade e conexão entre pessoas, territórios e criatividade”, explica Tainah.

Antes de atuar diretamente na marca, a empreendedora desenvolveu projetos culturais e sociais na região amazônica. O empreendimento, surgiu a partir da necessidade da mãe e sócia, Kátia Fagundes, de recomeçar financeiramente após dificuldades no mercado de vendas autônomas.

“Depois de muitos anos atuando no mercado publicitário e na cultura, decidi mergulhar de cabeça nessa jornada ao lado dela. Hoje, a Kátia está mais à frente dos processos criativos e da relação com as comunidades, enquanto eu atuo principalmente na frente comercial, comunicação e articulações estratégicas da marca”, explica.

Fundada em 2010, a Da Tribu construiu uma trajetória conectando moda e sustentabilidade, utilizando matérias como o látex nativo tornando peças de moda, design e experiências contemporâneas.

A empreendedora lembra dos desafios. “Estávamos sem crédito no mercado e sem capital para investir. Reaproveitamos roupas que haviam sobrado do antigo negócio para criar as primeiras peças da Da Tribu. Durante muitos anos, a sala da nossa casa foi ao mesmo tempo ateliê e loja”.

Ao longo da trajetória, a Da Tribu contou com apoios importantes e especializados. “O Sebrae teve um papel importante principalmente nos processos de formação, acesso a mercados, conexões e fortalecimento do nosso olhar de negócio. Esse apoio faz muita diferença para quem empreende na Amazônia”, relembra Tainah.

Fotos: Aryanne Almeida e Murilo Rodrigues

Avanço e pertencimento

Atualmente, a marca trabalha diretamente com comunidades e artesãos da floresta, transformando biomateriais amazônicos, como o látex nativo, em produtos contemporâneos.

Segundo a empreendedora, o diferencial da Da Tribu está justamente na conexão entre ancestralidade, inovação e impacto sustentável. “A gente não trabalha apenas com produtos, mas com narrativas, relações e cadeias vivas da Amazônia. Nossa marca nasce dentro dos territórios, em diálogo direto com comunidades, artesãs e produtores da floresta”, destaca.

Além do aspecto econômico, a empreendedora também ressalta a importância do respeito aos recursos naturais como parte essencial do futuro do mercado. “Respeitar os recursos da floresta hoje não é mais uma escolha, é uma necessidade. Precisamos compreender que a floresta em pé tem muito mais valor para o futuro do planeta do que qualquer lógica de exploração predatória”, finaliza a empreendedora.

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