Em preparação para a 14ª Feira de Artesanato do Círio (FAC), membros do Comitê Sebrae de Diversidade e Inclusão participaram de oficinas sobre acolhimento, acessibilidade e anticapacitismo. Essas formações foram para colaboradores do Sebrae no Pará, que atualizaram conceitos sobre o atendimento a pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e neurodivergências. Dessa forma, não apenas a FAC, mas outros eventos futuros terão na concepção medidas para diferentes públicos se sentirem à vontade.
No dia 02 de outubro, a “Oficina Prática de Acolhimento de Pessoas com Deficiência em Grandes Eventos” foi ministrada por Larissa Lima, coordenadora de programas da Secretaria Municipal de Inclusão e Acessibilidade de Belém (Semiac). Já na última terça-feira (06), foi realizada a oficina foi “Acessibilidade Cultural: o anticapacitismo enquanto nosso norte”, com o artista visual, historiador, professor e fotógrafo Matheus Sousa, que como uma pessoa que convive com a paralisia cerebral, tem um extenso histórico de luta contra o capacitismo.
“Tivemos uma capacitação de boas práticas no atendimento inclusivo, sobre o que é deficiência e o que diz a legislação a respeito de capacitismo, que não só é preconceito, mas é também crime pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (lei federal nº 13.146/2015). Discutimos também estratégias inclusivas, formas de atendimento para pessoas com deficiência física, visual, auditiva, deficiências múltiplas, e neurodivergências como o autismo”, observou Larissa.
Para Alexandre Alves, coordenador do Comitê Sebrae de Diversidade e Inclusão, a 14ª FAC é um divisor de águas, capaz de mudar o olhar sobre diferentes grupos sub-representados.
“As capacitações nos levam a refletir sobre a evolução do trabalho de inclusão através da devolução da autonomia, da liberdade, de espaços de fala de pessoas com deficiência e pessoas neurodivergentes. Com o comitê implementado e se preparando para melhor atender e promover eventos mais inclusivos, seguimos com a humildade e compromisso de aprender e ter mais sensibilidade para diferentes demandas”, comentou.
A FAC sempre teve medidas que garantiam a acessibilidade a diferentes públicos e especificidades. Porém, Alexandre explica que este será o primeiro evento com espaço exclusivo para pessoas com deficiência e ampliação de todos os equipamentos. Haverá também um espaço de acolhimento destinado a pessoas com deficiência e neurodivergência e suas famílias, atendendo conforme as demandas e condições de cada visitante.
“É a FAC mais inclusiva de todas, que é anticapacitista e recebe os visitantes, com carinho, afeto e respeito, enxergando além de deficiências ou condições”, finaliza.

