A moda acompanha as estações e os hábitos de consumo, especialmente em períodos de maior movimentação turística. Em julho, com a chegada do verão amazônico, o início das férias escolares impulsiona a procura por peças voltadas ao lazer e aos destinos de praia.
Atenta a esse cenário, a empreendedora paraense Jorgiane Cruz, do ateliê Cipó Rosa, aposta no crochê como diferencial e nos croppeds como carro-chefe da produção. Segundo a artesã, a peça é a mais procurada pelos clientes nesta época do ano por combinar praticidade, conforto e versatilidade, podendo ser usada tanto na praia quanto em outras ocasiões.
“Os mais vendidos são os croppeds. É uma peça coringa, que pode ser usada em diversas ocasiões além da praia”, afirma Jorgiane. Além do apelo artesanal, o modelo se destaca por acompanhar diferentes estilos e compor produções leves, características muito valorizadas durante o verão amazônico.
A expectativa para a temporada também é positiva. “A expectativa é muito grande. Nessa época, muitas pessoas viajam para os balneários e outras vêm para a cidade, mas todas querem aproveitar o período levando uma peça diferenciada”, destaca ela, que mantém em casa o ateliê para produção das peças.

Chamado para empreender
Antes de ingressar no empreendedorismo, Jorgiane atuava como funcionária pública, mas sempre cultivou o interesse pelo artesanato. “Sempre tive uma queda pela arte. Frequentava o Curro Velho e foi lá que consegui minha carteira de artesã. A partir disso, fui convidada para participar de diversas feiras”, relembra.
Foi dessa trajetória que nasceu a Cipó Rosa, marca especializada em produtos artesanais que combinam técnicas de crochê, biojoias produzidas com sementes, peças em miriti e argila.
Para Jorgiane, o grande diferencial da marca está na valorização da identidade amazônica. “Quis unir a técnica do crochê à nossa cultura, criando peças com cores e designs que remetem à Região Norte”, conta ela, que comercializa as peças por meio das redes sociais e sob encomenda.
Ao longo da caminhada, a empreendedora também contou com o apoio do Sebrae/PA. “Minha primeira feira foi patrocinada pelo Sebrae, no Hangar. Foi uma das melhores experiências que tive. O suporte foi impecável. O Sebrae é muito importante para o fortalecimento do empreendedorismo dos pequenos artesãos”, finaliza.

