Artesãs indígenas da etnia Warao, que vivem na região Metropolitana de Belém, participaram nesta segunda-feira (06), de mais uma atividade voltada à geração de renda e fortalecimento do artesanato tradicional. A ação integra o Projeto Warao – Inclusão e Desenvolvimento, realizado pelo Sebrae no Pará em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).
Indígena Warao, a artesã Luisa Cooper está há quatro anos em Belém, depois de deixar a Venezuela e passar um período em Boa Vista, Roraima. Ela vive com o marido e cinco filhos no distrito de Outeiro, na região metropolitana de Belém. Atualmente trabalha como empreendedora, produzindo artesanato e comidas típicas venezuelanas.
“Com esse trabalho eu sustento minha família e pago o aluguel da nossa casa. O Brasil, até agora, me recebeu com muito amor. Em outros países eu vi pessoas sendo maltratadas, mas aqui sempre fui bem tratada. Estou muito feliz com essa oportunidade do Sebrae/PA”, contou ela.
Durante a manhã, foi realizado o segundo módulo de capacitação do projeto, no Centro de Assistência Social de Outeiro, em parceria com o Sicredi, onde foram atendidas 30 artesãs. A formação abordou técnicas de vendas e o uso de maquininhas de cartão, ampliando o acesso dos artesãos indígenas aos meios de pagamento eletrônico e fortalecendo a comercialização das peças produzidas pelo grupo.

“Nossa ideia é facilitar as vendas de vocês nas feiras e eventos para que não percam nenhum cliente. As maquininhas vieram facilitar a vida do empreendedor e estamos aqui para potencializar os negócios de vocês”, ressaltou a representante do Sicredi, Izabelly Melo.
O Projeto Warao tem como objetivo promover a inclusão produtiva, a autonomia econômica e a valorização cultural de indígenas refugiados no Pará. As ações são desenvolvidas de forma cultural e linguísticamente adaptada, respeitando as especificidades do povo Warao.
Em 2025, o projeto promoveu uma trilha completa de capacitações em empreendedorismo coletivo, formação de preços e marketing, beneficiando diretamente 25 indígenas. A iniciativa também articulou parcerias institucionais e garantiu a participação dos artesãos em eventos importantes, como a Feira Pan-Amazônica do Livro e a Feira de Artesanato do Círio (FAC), contribuindo para a geração direta de renda aos indígenas.
“Neste novo módulo, o Sebrae Pará reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável, a inclusão social e a criação de oportunidades para populações indígenas refugiadas, conectando capacitação, produção artesanal e acesso ao mercado”, finaliza Luciano Andrade, analista técnica do Sebrae/PA.

