O casal de empreendedores João Alonso Mafra e Maxlene Lobato está à frente do Maxlene Coxinhas Artesanais, pequeno negócio do setor gastronômico localizado no Distrito Industrial, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. Na manhã desta quinta-feira (28), eles participaram da programação da Semana do MEI 2026, na sede do Sebrae, em Belém, em busca de orientações sobre acesso ao crédito.
“Nós precisamos adquirir bastante conhecimento sobre negócios e aqui na Semana do MEI contamos com grandes profissionais, orientações e aprendizados. Às vezes, uma orientação bem dada resolve muitas coisas. Foi isso que viemos buscar aqui”, afirmou João Alonso.
Maxlene contou que o objetivo do casal é ampliar a estrutura da produção. “Nossa ideia é ampliar a cozinha e comprar uma máquina para produzir as coxinhas. No ano passado, recebemos uma encomenda de 7 mil coxinhas e tivemos que fazer tudo de maneira artesanal, o que foi muito cansativo”, disse ela, que já passou pelo Programa Prepara Gastronomia, executado pelo Sebrae/PA.
O acesso ao crédito tem se tornado uma alternativa importante para microempreendedores individuais que desejam ampliar os negócios, investir em equipamentos ou reorganizar o fluxo de caixa. O tema foi abordado em palestra realizada nesta quinta-feira (28), durante a programação da Semana do MEI.
“Cada caso é avaliado de forma particular, levando em consideração a atividade do empreendedor, o histórico de relacionamento com os bancos e a política de crédito da instituição. Mas um dos principais pontos observados atualmente é o fluxo de caixa da empresa”, destacou o gerente de Mercado e Pessoa Jurídica do Banco do Brasil, Caio Onir Jardim, que conduziu a capacitação.

Segundo Caio, um dos principais desafios dos empreendedores é entender que o empréstimo deve ser utilizado de forma estratégica. “Não basta captar o recurso apenas por captar. É importante saber para qual finalidade ele será utilizado e buscar linhas adequadas para cada necessidade. Linhas de investimento devem ser usadas para investimento, enquanto o capital de giro deve atender às necessidades operacionais da empresa”, explicou.
Instituições financeiras, como o Banco do Brasil, além de bancos públicos, privados e cooperativas de crédito, oferecem linhas específicas voltadas aos MEIs, com condições diferenciadas de prazo e juros.
Orientações
Antes de contratar um empréstimo, o empreendedor deve avaliar a real necessidade do recurso e organizar as finanças da empresa. O planejamento é apontado como um dos principais fatores para evitar endividamento e garantir que o crédito seja utilizado de forma estratégica.
Para solicitar financiamento, o microempreendedor precisa estar com o CNPJ ativo e apresentar documentos pessoais, comprovantes financeiros e informações sobre o negócio. O histórico de pagamento e o controle financeiro da empresa também costumam influenciar na análise de crédito realizada pelas instituições.
Caio Onir orienta que o crédito seja utilizado em investimentos que tragam retorno financeiro para a empresa, como melhorias na estrutura, modernização de serviços e aumento da produção. “A orientação é que o empreendedor compare taxas, prazos e condições antes de fechar contrato, buscando a alternativa mais adequada para a realidade do negócio”, finaliza.

