A poucos minutos de barco de Belém, existe uma Amazônia para ser descoberta, provada e vivida. É o que propõe a Rota Combu, produto turístico estruturado com apoio do Sebrae no Pará para conectar visitantes a empreendedores e negócios da Ilha do Combu.
A proposta é mudar a forma de conhecer o destino. Em vez de apenas atravessar o rio para almoçar, o visitante pode caminhar pela floresta, navegar por rios e igarapés, acompanhar o manejo do açaí, conhecer saberes tradicionais, provar sabores amazônicos, descobrir a produção de cacau e chocolate, experimentar um banho de cheiro, conhecer biojoias e até dormir na ilha.
A Rota reúne negócios das áreas de alimentação, mobilidade, hospitalidade e economia criativa e oferece roteiros de um, dois e três dias, permitindo que cada visitante escolha quanto tempo quer permanecer e quais descobertas deseja fazer.
Para Péricles Carvalho, coordenador estadual de Turismo do Sebrae no Pará, a Rota cria uma nova perspectiva para o destino. “A Rota Combu mostra que o visitante pode ir muito além de uma visita aos restaurantes. A proposta é conectar diferentes negócios, valorizar os saberes de quem vive na ilha e transformar a visita em uma experiência mais completa, gerando permanência, consumo e novas oportunidades para os empreendedores locais”.
-
Três caminhos para viver o Combu
1 dia | Descoberta do Combu
Para quem tem pouco tempo, o roteiro combina os principais atrativos da ilha, com contato com a floresta, cultura ribeirinha, gastronomia, trilhas, rios e igarapés e a vivência do açaí.
2 dias | Imersão na ilha
Mais tempo para desacelerar e ampliar a jornada. A programação pode reunir açaí, cacau e chocolate, andiroba, banho de cheiro, biojoias, gastronomia e contato com a floresta, com possibilidade de hospedagem.
3 dias | Combu completo
Uma permanência maior para conectar diferentes negócios e atividades da Rota, reunindo natureza, cultura, gastronomia, bioeconomia e hospedagem e permitindo uma aproximação ainda maior com o território e seus moradores.

-
Quem vive o Combu conta essa história
No Quintal Ribeirinho, o visitante coloca o pé na floresta e acompanha de perto o universo do açaí. Percorre a trilha, observa o trabalho do peconheiro, pode experimentar subir no açaizeiro e participa do preparo do fruto. “Ele sobe na árvore, tira esse açaí, chama o cliente para tentar. Depois eles vêm para cá, batem o açaí junto com a gente”, conta Analice Mota.
No Saudosa Maloca, os ingredientes da floresta ganham novos sabores. Taperebá, cupuaçu, cacau e bacuri aparecem em pratos, bebidas, geleias e licores, ao lado de peixes de rio. Entre os destaques estão o tucunaré assado e a caldeirada de filhote. “O turista pode experimentar um almoço, viver um pouquinho essa vivência de floresta e experimentar os sabores”, destaca Prazeres Quaresma, proprietária do empreendimento.
A Rota Combu é resultado de cerca de seis meses de trabalho coletivo, com reuniões, consultorias e pesquisas junto aos pequenos negócios locais. Os empreendedores participaram da construção do produto turístico e das decisões relacionadas ao empreendimento.
A iniciativa busca fortalecer um modelo de turismo que gera renda, valoriza os saberes ribeirinhos, movimenta os pequenos negócios e contribui para a conservação da natureza.
Conheça a rota aqui

-
-
-
-
