A porteira sempre aberta da Fazenda Mironga, no município de Soure, na ilha do Marajó, leva os visitantes a conhecer e experimentar um produto que há mais de 250 anos gera renda para habitantes da maior ilha fluviomarítma do mundo: o queijo do Marajó. A iguaria tradicional ganhou ainda mais visibilidade e valor no mercado após a conquista da Indicação Geográfica (IG), o que também ocorreu o cacau de Tomé-Açu e a farinha de Bragança, de outras regiões paraenses.
Cada um desses produtos tem um selo de identificação que os destaca e diferencia, reconhecendo a vinculação com sua origem e facilitando a identificação por consumidores e pelo público em geral e favorecendo a promoção desses produtos no mercado regional, nacional e até fora do Brasil.
No caso do queijo do Marajó, os reflexos positivos já são percebidos nos municípios de abrangência da IG, que são Chaves, Cachoeira do Arari, Muaná, Ponta de Pedras, Santa Cruz do Arari, Salvaterra e Soure. Com a IG.
“A procura pelo produto aumentou após a IG. Existe uma relação da qualidade com a origem. A gastronomia foi a grande facilitadora, pois muitos restaurantes em Belém querem usar o queijo de búfala, além de pastelarias e hamburguerias”, informa a presidente da Associação dos Produtores de Leite e Queijo do Marajó (APLQM), Gabriela Gouvêa. A associação foi a depositária do pedido de IG para o queijo no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que concede os registros no Brasil, e é responsável pela gestão da IG.

