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A Feira de Artesanato do Círio (FAC), em sua edição comemorativa pelos dez anos, foi um sucesso de público e vendas. Foi mais de R$ 1 milhão em volume de negócios, com mais de R$ 900 mil em vendas durante o evento, que ocorreu de 05 a 12 de outubro, no estacionamento do Parque Porto Futuro, em Belém.

“Estamos muito satisfeitos com os resultados. Mais que números, eles representam esperança de retomada à normalidade de renda aos artesãos, principal foco da Feira, que já se consolidou como o maior evento de negócios do segmento de artesanato do Pará e referência na região Norte”, destaca o diretor-superintendente do Sebrae no Pará, entidade realizadora da FAC, que, em 2022, contou mais uma vez com o apoio do Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult).

Nesta edição, a FAC teve 100 estandes para a comercialização de artesanato, em uma área de 1.700 metros quadrados, mais uma praça de alimentação com 10 quiosques e um trailer, onde foi oferecido ao público visitante comidas típicas do estado, lanches e sorvetes regionais. Nos oito dias, houve uma programação cultural, sendo sete deles resultado de uma parceria com a coordenação do Festival Cultural de Nazaré, intermedida pela Secult. De forma inédita, houve também a presença da Unidade Móvel do Sebrae no Pará, com orientações e formalizando Microempreendedores Individuais (MEI).

“Foi R$ 1.109.517 em vendas e negócios futuros entre a área de comercialização de artesanato e a praça de alimentação, superando os R$ 600 mil previstos. Em oito dias da Feira, 59.912 pessoas passaram pelo evento, a maioria comprou pelo menos uma peça, já que 31.840 unidades foram vendidas”, explica a coordenadora da FAC, Vera Rodrigues.

Segundo Vera, esse valor equivale ao volume de negócios, que é resultado das vendas durante o evento, mais as prospecções futuras. “A Feira tem essa característica de gerar negócios após ela ocorrer, e, em 2022, não foi diferente, com encomendas futuras. Só o faturamento na FAC foi quase R$ 1 milhão (R$ 904.457, 64)”, ressalta a coordenadora.

A 10° edição da FAC reuniu o trabalho de 93 unidades produtivas artesanais, com mais de 100 artesãos, pois algumas delas eram associações, de seis municípios paraenses – Ananindeua, Abaetetuba, Belém, Oeiras do Pará, Salvaterra e Santarém -, entre peças em miriti, cerâmica, balata, fibras, biojoias e artes manuais ligadas à temática do Círio de Nazaré.

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Artesãos satisfeitos

Ana Paula Rosário, proprietária da empresa Chuva de Cor, trabalha com cerâmica, produzindo acessórios, como brincos, colares e anéis. Publicitária de formação, já tinha vontade de empreender, mas durante a pandemia acabou despertando a expressão artística. Nascida e residente em Belém, a artesã ressalta o lado socioambiental do trabalho que desenvolve. “A cerâmica plástica é um material biodegradável, feito à base da cola PVA, com amido de milho e mais alguns conservantes. Para ser usado como acessório, faço um trabalho de envernizamento da peça, para proteger do contato com a pele, água, chuva e outros”, pontua.

Foi a primeira participação de Ana Paula na FAC. “Fiquei muito feliz de ter passado na curadoria. Nunca tinha participado de uma feira tão grande e com tantos dias. As expectativas foram superadas, basicamente zerei meu estoque, meu Instagram cresceu. Me surpreendeu”, festeja a empreendedora.

Devel Sarges, artesão e miriti de Abaetetuba, participou pela segunda vez da Feira. Ele estava com produtos diferenciados, como quadros, esculturas, além de brincos e pingentes de miriti. “Tento, sempre, buscar um tema pra obra e procuro dar o máximo de originalidade, usando técnicas diferentes e algo mais especializado”, pontua o empreendedor, que se utiliza da técnica de pontilhismo e de instrumentos, como estiletes, para dar maior realidade à arte.

“Não me preocupo só com o durante a Feira, mas também com o pós. Peguei bons contatos, e isso é uma boa divulgação pro meu trabalho” afirma Devel, que recebeu encomendas feitas para o cantor e compositor Chico Buarque e do escultor paraense Fernando Lisboa.

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Sobre a FAC

A Feira de Artesanato do Círio é parte de um trabalho realizado pelo Sebrae desde 1989 voltado ao artesanato no período da festividade do Círio de Nazaré. O objetivo do evento é fomentar e promover o trabalho de artesãos paraenses, gerando oportunidades de venda durante e após a Feira.

A FAC é resultado da fusão, há dez anos, de duas iniciativas: A Feira do Miriti, específica do artesanato de Miriti, atividade tradicional do município de Abaetetuba; e a Feira do Círio, que reunia o artesanato de outras tipologias, produzido em vários municípios paraenses.

  • R$ 1.109.517 Volume de vendas
  • R$ 904.457, 64 Faturamento
  • 59.912 Público visitante
  • 31.840 Peças vendidas
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