A arte da costura ajudou Rosilda Santos a sair da depressão. A empreendedora contou com o incentivo da família, dos amigos e conhecidos que compravam suas peças. Por se destacar no ramo da malharia no município de Soure, em 2015 Rosilda começou a produzir peças para a prefeitura.
No início, a costureira virava a noite trabalhando na confecção de camisas, calças e uniformes em um espaço nos fundos da sua residência. Atualmente, a malharia Lojinha da Mamãe emprega seis funcionários. “As pessoas começaram a conhecer o meu trabalho e a prefeitura começou a se interessar pelos meus produtos mas eu ainda não era formalizada até então. Em 2017, o Sebrae entrou na minha vida”, lembra a empreendedora, ao se referir ao ano em que a Lojinha passou a existir oficialmente. “Eu não sabia nem por onde começar, foi quando o Sebrae começou a oferecer cursos e orientação de como participar de vendas públicas”, comenta.
O primeiro encontro que a empresária teve com o Sebrae no Pará foi no curso de licitação modalidade pregão eletrônico, que até então Rosilda achava que só quem poderia participar eram empresas de grande porte. Desde então, a malharia lojinha passou a vender para a prefeitura, o que hoje representa 80% da renda da empresa. “Achava que eram apenas grandes empresas que poderiam participar, eu nunca imaginei que um dia eu iria participar de um processo desse”, declarou a empresária que recentemente deixou de ser Microempreendedora Individual – MEI e passou a ser Microempresária – ME.
Marketing
Além dos cursos de licitações, a empreendedora fez consultorias de compras governamentais para fornecedor, gestão administrativa, financeira, de fluxo de caixa e marketing digital, que até hoje contribui para o desenvolvimento da empresa. “Depois desse curso, eu comecei a aparecer mais na internet, porque antes eu tinha muita vergonha. Então eu pago uma pessoa para gerenciar as minhas redes”.
Por ser um ramo muito competitivo, a empreendedora precisou pensar em estratégias que aumentasse as suas vendas e fidelizasse os clientes. O diferencial foi agregar à serigrafia ao seu trabalho de costura. “Na época, as pessoas tinham que sair do ateliê e procurar uma serigrafia para que as roupas fossem pintadas. Eu quis criar um diferencial e passei a produzir as peças, pintar e entregar. Aí tudo começou a fluir”, contou.
Durante a pandemia, com a loja fechada, o WhatsApp também foi essencial para que a empresa se reinventasse. “Quando houve a pandemia ficou bem cruel. Eu não vendia pela internet, mas o Sebrae ajudou a nos reinventar com várias consultorias”. Lembra ao se referir às consultorias de como vender pela internet, no Whatsapp e no Instagram.
Marajoara
Rosilda idealizou o Cañybó – projeto que prevê a produção de peças autorais de cunho cultural. “A gente está trabalhando para registrar, patentear a marca que deu muito certo. Eu gosto muito da parte cultural da nossa região, o meu maior sonho é montar uma loja assim”, revelou a empresária, ao ressaltar que sua intenção é fazer com que as pessoas olhem as suas peças e lembrem que elas são de Soure, no Marajó. Da ideia, nasceu a Cañybó – a marca que veste o Marajó.
A empreendedora faz todo o trabalho de criar, cortar, montar, costurar e fazer o acabamento das peças. O projeto tem ganhado cada vez mais visibilidade e as peças já estão sendo vendidas na loja Veropesinho, no shopping Boulevard, em Belém. A empresária também já tem propostas de fechar novas parcerias com lojas da capital paraense.
Para o futuro, Rosilda pretende aumentar a sua loja, ter uma melhor gestão financeira do negócio, aumentar a mão-de-obra e investir em equipamentos de estamparia. Além disso, seu objetivo é continuar sendo uma profissional de referência em Soure, para as suas clientes e outras mulheres empreendedoras ou que pretendem empreender no Marajó.
Acesse @lojinha_damamae e conheça mais sobre o negócio.
