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Um dos principais destaques da 14ª Semana do Microempreendedor Individual em Belém são as oficinas oferecidas no evento. Nesta segunda, pela parte da manhã e da tarde, as capacitações focaram na temática de vendas com foco no produto, atendimento, comunicação e precificação.
Além de se capacitar, a empreendedora Maiara Oliveira, que atua no meracdo da comunicação, comentou que o contato com outros empreendedores de diferentes áreas é importante para fazer negócios. “Eu consegui fazer vários networks que vão me gerar oportunidades de trabalho no futuro”, frisou.
Na oficina de atendimento ao cliente, que abordou tópicos sobre o empreendedor ser empático e saber lidar com os problemas de insatisfação dos cliente, a importância do primeiro ponto de contato, a relação do atendimento e os sentidos como visão e voz – a analista do Sebrae no Pará, Cyani Quintella, destacou como fazer um atendimento de excelência. “Foi um bate-papo com várias reflexões para os empresários tentarem colocar em prática no dia a dia”, pontuou.
A empreendedora Trycia Cabral, que possui uma loja de roupas de bebê, revelou que o atendimento aos clientes é uma das estratégias que precisa melhorar na sua empresa. A contribuição da oficina de hoje irá ajudar a empresária a resolver esse problema e garantir que o seu cliente retorne. “A oficina vai me ajudar a resolver questões do dia a dia como: problema no produto, uma troca, entre outras coisas que vão aparecendo”.
Na capacitação voltada para precificação de produtos e serviços, o analista do Sebrae no Pará, Nilberto Macedo, abordou as estratégias que precisam ser aplicadas na hora de formatar preço, como saber se o mesmo está de acordo com o nicho em que atua, utilizar a técnica de calcular por meio da metodologia de mercado. “O empreendedor precisa entender que a precificação também é geração de competitividade e que se ele não souber aplicar o preço de forma correta, pode fazer com que a sua empresa esteja muito abaixo do mercado”.

Sobre o MEI
A figura do microempreendedor individual foi criada em 2008, com a Lei nº128, buscando formalizar trabalhadores brasileiros que, até então, desempenhavam diversas atividades sem nenhum amparo legal ou segurança jurídica. A lei entrou em vigor em 2009.
Para se formalizar como MEI, tem um perfil: trabalha sozinho ou com até um empregado, não pode ultrapassar R$ 81 mil de faturamento ao ano e não ter participação em outra empresa como sócio ou titular. São mais de 400 atividades econômicas que podem desenvolver.
A tributação para ele é simplificada, com recolhimento único ao mês, não ultrapassando R$ 60 reais, entre ICMS e ISS e 5% do Salário-mínimo para a previdência.
Já são mais de 15 milhões de microempreendedores Individuais no Brasil. No Pará, eles são 326.031, sendo que 99.923 deles estão em Belém. A maioria dos MEI paraenses estão concentrados no segmento de comércio, com 45,9%, seguido por serviços com 45,2%, indústria (8,7%), construção civil (2,8%) e agropecuária (0,4%).

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