Sementes de açaí, bacaba, inajá, macaúba, coco, castanha, ouriços da castanha, sementes de vagem e bambu, são exemplos de matérias-primas que o Instituto Preciosa Amazônia transforma em joias, arranjos e peças decorativas.
“O nosso maior foco é a biojoia, que tem o diferencial de trabalhar com um produto 100% natural, feito com fibras, sementes naturais, sem pigmentação, sem tinta nenhuma. Esse é o nosso carro-chefe”, comenta Maria Saraiva, proprietária da empresa, que foi fundada nos anos 2000.
Maria é contratada para ensinar o que sabe fazer, já tendo ministrado cursos em Parauapebas, Belém, Breves e São Geraldo do Araguaia. “Eu trabalho com mulheres de baixa renda por meio de entidades como Sebrae, Ongs, prefeituras e governo do estado. Tenho alguns maquinários e doo para elas montarem. Cada uma leva a sua produção para casa e vende as suas peças”, frisou a empreendedora.
Além de produzir as peças, Maria faz questão de levar suas clientes para participarem da experiência de colher, limpar e desidratar as folhas coletadas na Floresta Nacional de Carajás.
Cliente há mais de três anos de Maria, Lili Martins conheceu a Preciosa Amazônia participando de uma aula de produção de biojoia. “Me encantou mexer com as mãos, conhecer a história das sementes. Eu me redescobri fazendo os cursos. É encantador. Sou cliente tanto de curso como dos produtos”.
Para Anna Alencar, cliente há dois anos, a junção da moda, sustentabilidade e responsabilidade social é o principal diferencial dos produtos e serviços oferecidos pela empresa.
“As mulheres atendidas pelo projeto passam a ressignificar seu cotidiano, encontrando uma fonte de renda, utilizando matéria prima que o meio ambiente fornece para produzir lindas peças”.
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Parceria com o Sebrae
A formalização da empresa garantiu mais visibilidade da marca dentro do mercado paraense. “Mudou toda a nossa história após a formalização, como o apoio do Sebrae. Eu fui selecionada a participar do Bio Business, em Belém, entre empresas de todo o estado”, destacou Maria.
Além de se formalizar e de participar de consultorias de precificação, design, marketing, vendas pela internet e pesquisa de mercado, a empreendedora participou do Programa Negócios de Impacto Socioambiental (NISA), no qual os empreendimentos têm como principal objetivo solucionar problemas de cunho socioambiental.
A empreendedora também participou do Programa Sebrae Delas, que tem o intuito de aumentar e acelerar a probabilidade de sucesso de ideias e negócios comandados por mulheres.
Durante a pandemia, Maria começou a vender os produtos por meio do whatsapp business. “A gente recebeu um apoio muito importante do Sebrae. Nós aprendemos a usar o whatsapp business, um canal que está sendo um dos maiores locais de vendas que estamos fazendo hoje”.
Nessa época, os cursos ministrados para as suas clientes eram oferecidos de forma virtual. “A gente trabalhou com Carajás, Canãa dos Carajás, Eldorado dos Carajás e Marabá, tudo por meio do treinamento online”, pontuou.
Outra estratégia de marketing que a empreendedora começou a utilizar após as consultorias de marketing, foi a utilização de QR Code nas peças que são vendidas nos hotéis da cidade de Parauapebas.
“A gente coloca as nossas peças em hotéis e deixa só o QR Code, a pessoa acessa diretamente o whatsapp business, já olha o catálogo, adquire e manda entregar. Tem sido um sucesso essa forma de trabalho”.
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Próximos passos
Como metas para o futuro, a empreendedora pretende fortalecer a marca, levar seus produtos para fora da cidade, aumentar as vendas de biojoias e comprar o espaço que a empresa funciona atualmente e transformá-lo em um centro de visitação turística.
Para conhecer mais sobre o trabalho da empresa Preciosa Amazônia, acesse @preciosa_amazonia.
