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Do carinho de mãe ao empreendedorismo: uma história de superação e sucesso

Inspirada pela filha, artesã paraense encontrou no Carnaval uma vitrine para peças autorais com identidade local
Por Da Redação
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Descobrir do que se gosta, e por que se gosta, nem sempre é simples. Às vezes essa resposta surge de forma natural. Foi assim com a artesã e empreendedora paraense Giselda Guedes, de 44 anos, que encontrou na maternidade o caminho para uma paixão que se transformaria em profissão.

Antes de empreender, Giselda trabalhava como vendedora em um shopping de Belém. O contato com o artesanato, no entanto, já fazia parte da rotina, principalmente na confecção de adereços para a filha. “Minha descoberta pelo feito à mão aconteceu quando minha filha nasceu. Comecei a fazer acessórios para ela”, relembra ela.

O que começou como um gesto de carinho virou também uma fonte de renda extra. Anos depois, ao deixar o último emprego com carteira assinada, Giselda decidiu apostar no que sabia e amava fazer. “Nunca deixei o artesanato de lado. Quando saí do meu último trabalho como CLT, resolvi investir de vez nisso”, conta.

A empreendedora passou a criar peças artesanais que dialogam com a cultura local, como brincos, pulseiras e acessórios temáticos para datas festivas, com destaque para o Carnaval, uma das suas grandes paixões.

Criação e desafios

A trajetória no empreendedorismo ganhou força em 2017, quando Giselda começou a participar mensalmente de eventos de moda criativa em Belém, expondo e vendendo os próprios produtos. O crescimento do trabalho levou, em 2019, à abertura da loja física Giselda Guedes Criações e Acessórios, na Rua Boaventura da Silva.

Acessórios produzidos pela empreendedora. Foto: Arquivo pessoal.

O início promissor, porém, foi interrompido pela pandemia de Covid-19, em 2020. “Logo após a abertura da loja, enfrentamos a pandemia. Tivemos muita dificuldade de vender peças para o Carnaval, inclusive no ano seguinte, porque as pessoas ainda estavam muito receosas”, lembra.

Nesse período, o apoio do Sebrae foi fundamental para a reorganização do negócio. “O Sebrae teve e tem um papel importante ao oferecer orientação, capacitação e apoio estratégico. Isso ajudou a organizar processos, ampliar o olhar empreendedor e fortalecer o crescimento da loja de forma mais estruturada”, afirma.

Carnaval como oportunidade

Com a retomada das atividades, o Carnaval se consolidou como uma das datas mais aguardadas do ano para a marca. A busca por acessórios coloridos, criativos e exclusivos aumenta significativamente nesse período. “Os acessórios se tornaram uma extensão da celebração. Eles ajudam as pessoas a se expressarem e a viverem a festa de forma ainda mais marcante e divertida”, diz Giselda.

Segundo ela, a relação da marca com o Carnaval surgiu de forma espontânea, a partir da demanda das próprias clientes. “É um período de grande movimento. As pessoas procuram acessórios exclusivos, artesanais e diferentes do que é produzido em larga escala.”

Na coleção carnavalesca, a artesã aposta em bolsas coloridas, colares e até roupas com identidade própria. “O principal diferencial é o trabalho artesanal aliado à identidade. Cada peça é pensada com cuidado, feita à mão e carrega uma história”, finaliza.

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