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Sebrae capacita Agentes de Desenvolvimento e atendentes da Sala do Empreendedor

Trilha Diamante teve a participação de 23 Salas do Empreendedor de municípios paraenses no Solar da Beira
Por Da Redação
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Nesta quinta-feira (24) o Sebrae no Pará realizou no Solar da Beira, em Belém, a Trilha Diamante, capacitação voltada para 48 Agentes de Desenvolvimento (ADs) e atendentes de Salas do Empreendedor que receberam o Selo Diamante em 2026. Os temas desenvolvidos foram relacionados à jornada digital, que busca a integração entre atendimento presencial e digital, para um relacionamento mais próximo do empreendedor.

No período da manhã , a programação foi aberta pelo diretor-superintendente do Sebrae/PA, Rubens Magno, que destacou a atuação dos ADs e atendentes das Salas do Empreendedor.

“Quem efetivamente faz a mudança dos nossos negócios são vocês. Às vezes, vocês não sabem o tamanho que tem: vocês são gigantes!”, enfatizou ao valorizar o trabalho das salas. “Nós temos em todos os municípios necessidades específicas, pessoas e identidades diferentes, mas em todos eles temos muita força graças ao time do Sebrae do qual vocês fazem parte”, pontuou Rubens.

Além disso, ele ressaltou que nos últimos anos, entre 2019 a 2026, houve um salto significativo nos pequenos negócios paraenses chegando a mais de 520 mil. Segundo ele, esse avanço se dá por uma série de articulações entre o Governo do Estado, Sebrae, os agentes e as Salas do Empreendedor.

A analista técnica do Sebrae/PA, Priscila Hoshino, gestora do programa Cidade Empreendedora, esclareceu que a capacitação da Trilha Diamante busca um alinhamento entre as salas para um melhor atendimento, um aperfeiçoamento por meio da inclusão socioprodutiva que busca ampliar o alcance de seus serviços para um público maior.

Diretor do Sebrae/PA destacou importância dos atendentes da Sala do Empreendedor e Agentes de Desenvolvimento. Foto: Carlos Borges.

Atendimento integrado

A Jornada Digital trouxe um conteúdo que trata sobre a integração entre o atendimento presencial e digital. Segundo a gestora nacional da rede parceira de atendimento da Unidade de Relacionamento com o Cliente do Sebrae Nacional, Ellys Alves, o que o público em Belém experimentou de certa forma, já ocorre nas Salas do Empreendedor hoje, mas precisa ser estruturado.

“É uma capacitação para as salas que são piloto para a jornada digital. Essa jornada vem num contexto para a gente poder materializar, estruturar, organizar o que já acontece hoje nas salas”, explicou a gestora. “O cliente que vai até a sala, já é integrado, tem a sua a sua jornada, o seu comportamento de consumo, tanto na parte digital quanto presencial. Só que a gente ainda não tem isso estruturado”, reforçou Ellys.

O Coordenador do núcleo de experiência e personalização da Unidade de Relacionamento com o Cliente do Sebrae Nacional, Pedro Machado, enfatizou que há uma migração do sistema SAS, que tinha uma lógica mais de registro para uma lógica de relacionamento. Pedro explicou que é preciso, “ter a inteligência do cliente na tela, então quando o atendente estiver no calor do atendimento, ele precisa abrir o perfil do cliente, entender quem ele é, o que ele consumiu, o histórico, e principalmente, qual é a dor dele, o que ele precisa naquele momento”, ressaltou.

Pequenos negócios e a vulnerabilidade social

Na parte da tarde, uma Jornada Inclusão Socioprodutiva foi tratada enfatizando o público em vulnerabilidade social. O Coordenador nacional do Cidade Empreendedora do Sebrae Nacional, Mauricio Tedeschi, esclareceu que esse é um lançamento nacional dessa jornada com foco no Contrata + Brasil.

“É uma iniciativa que converge diversas iniciativas que temos realizado, tanto a Sala do Empreendedor tanto o Contrata + Brasil, quanto a Jornada Socieoprodutiva. Essas três iniciativas se convergem e encontram nesse momento de lançamento nacional aqui no Pará”, explicou. “Estamos confiantes que isso vai qualificar ainda mais as salas do empreendedor e levar emprego e renda para todas as cidades que aderirem ao Contrata + Brasil, e que também tem Sala do Empreendedor”, ressaltou.

Participantes da capacitação fizeram exercícios práticos. Foto: Carlos Borges.

Entre os pontos principais desta iniciativa está uma articulação que enfatiza o papel da Sala do Empreendedor como porta de entrada de quem procura trabalho e renda. A Jornada cria uma interlocução com Centro De Referência De Assistência Social (CRAS) para ter acesso ao público atendido por CadÚnico, Bolsa Família e demais programas sociais preparando um atendimento acolhedor, e que trabalhe no encaminhamento para o Contrata + Brasil e outras soluções Sebrae.

Segundo a gestora nacional do eixo de inclusão socioprodutiva do Cidade Emprendedora do Sebrae Nacional, Helena Rego, são 4,7 milhões de MEI que estão no CADÚnico, o que configura uma oportunidade de desenvolvimento econômico, educação, emprego e renda para este público que ainda não empreende. Helena citou cerca de 9 mil Cras no país, que tem um público que precisa de emancipação econômica, e cuja vida pode ser modificada pela jornada e que isso mostra a importância de aproximar-se deste órgão.

“O que o Sebrae tem a ver com isso?”, questionou Helena aos participantes. “Fazer com que essas pessoas sejam incluídas e reconquistarem sua emancipação. Queremos trazer elas ao Sebrae, Salas do Empreendedor”, ressaltou.

O Agente de Desenvolvimento na Sala do Empreendedor de Igarapé-Miri, José Raimundo de Oliveira, ressaltou a relevância do conteúdo aprendido. “Muita alegria aprender muitas coisas: métodos de atendimento, um olhar atualizado com relação à sociedade, as oportunidades que podemos oferecer na área socioprodutiva. Ir ao encontro dos nossos empreendedores informais; formalizar, transformar e contribuir”, finalizou.

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