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Velas aromáticas relaxam e se tornam negócio de sucesso pelas mãos de empreendedora

DonnaLu Essence une velas aromáticas com sustentabilidade, além de encontra no trabalho um descanso mental e motivo para continuar
Por Redação
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A aposentadoria não significou a inatividade para Francisca Douro Carvalho, de 65 anos. Pelo contrário, como muitas pessoas que começam a empreender depois de encerrar seu ciclo como empregadas, ela decidiu que ainda não era o momento de parar e encontrou em seu empreendimento uma forma de terapia.

Por muitos anos, ela já ocupou diversos cargos com carteira assinada por muitos anos, desde auxiliar técnica até a função de técnica em segurança no trabalho, posto que ocupava até a aposentadoria em 2016. “Eu me aposentei e comecei a trabalhar com venda de roupas, viajava, trazia roupas e vendia, mas aí não deu certo”, relembra Francisca.

Posteriormente ao período da pandemia de covid-19, um curso que ensinava a fazer velas aromáticas acabou sendo uma porta de escape para a mente de Francisca em tempos incertos. “Nesse período, após a pandemia, como muita gente que sofreu muito, eu também estava passando por um problema de ansiedade grande. Eu sentia que eu precisava fazer alguma coisa para ocupar mais a minha mente”, afirma.

Francisca, então, decidiu começar uma nova jornada ao redescobrir algo que gostava e resolveu investir tempo e usar a sua criatividade na nova empreitada. “Então, eu fiz o curso de velas, gostei e comecei a trabalhar nessa área, justamente porque eu vi que eu gosto de trabalhar com perfume e com aromas”, recorda.

Direcionamento de negócios

No mercado há três anos, Francisca também relembra a importância da parceria com o Sebrae para o desenvolvimento do empreendimento, ao participar de consultorias e palestras. “Eu assisto às palestras do Sebrae, eu também já fui ao Sebrae algumas vezes quando tive dificuldade, como precificação de produto, onde o pessoal do Sebrae me ajudou, me orientou direitinho”, afirmou.

Durante a etapa de construção da marca, o nome foi uma barreira que Francisca contornou com bastante criatividade. “Quando foi constatado que alguém já tinha dado entrada antes de mim, com o mesmo nome, trabalhando com o mesmo produto. Aí, eu tive de tentar um outro nome rapidamente. Fiz uma junção do nome da minha filha, que é Ana, com o nome de uma bisavó, Luísa, e ficou DonnaLu. DonnaLu Essência de velas aromáticas foi o nome que eu encontrei na hora e foi dado entrada no processo (de registro do nome)”.

Com o direcionamento para o mercado sendo decidido, Francisca destaca o diferencial da marca DonnaLu como sendo sustentável, no modo de preparo e reutilização dos materiais. “Eu não trabalho com parafina, meu produto é 100% vegetal. É um produto que não traz nenhum tipo de dano ao meio ambiente, nem às pessoas. Pelo contrário, só traz benefício para as pessoas. Eu trabalho com cera vegetal, como cera de coco, cera de soja, cera de palma, de arroz e pavio 100% algodão e a essência é concentrada. Eu procuro entregar um produto com qualidade para as pessoas”, afirma.

Propósito e dedicação

Ainda em crescimento, toda a produção da DonnaLu Essence é manual, o que gera grande valor agregado ao processo de elaboração das velas e que o torna prazeroso, segundo Francisca. “Por ser artesanal, é um produto que eu faço por unidade, eu não trabalho com muita demanda. Então, é um produto que eu trabalho com calma, com tranquilidade e, na verdade, funciona como uma terapia”.

As bases dos produtos também acabam sendo artesanais e reutilizáveis, feitas com pedra. “Eu recomendo que a pessoa que adquiriu essa vela possa me retornar a base para eu trabalhar, fazer a manutenção e fazer só a reposição da parte da vela. Ou seja, eu estou evitando que seja jogado no meio ambiente, que as pessoas joguem em qualquer lugar. Então, também é um diferencial”, pontua.

Acaba que, ao descobrir esse talento de produzir velas aromáticas, DonnaLu Essence se tornou o modelo de trabalho que Francisca precisava, onde, além de um trabalho acaba sendo um verdadeiro escape inventivo, tanto para o descanso quanto exercitar a mente.

“Se a minha vela não fica boa, eu refaço. Eu testo a minha vela antes de colocar para vender. Então, eu procuro sempre apresentar um produto que tenha qualidade, que as pessoas realmente sintam prazer em adquirir”, finaliza.

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