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“Ser mulher empreendedora ainda traz muitos desafios”, diz Lorena Ramos

Empreendedora paraense une estilo e identidade local em peças de roupa elegantes e se destaca no mercado
Por Da Redação
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A empreendedora Lorena Ramos é um exemplo inspirador de como a busca por identificação e a expressão da própria criatividade podem mudar o rumo de uma carreira. Aos 37 anos, a paraense decidiu deixar a carteira de trabalho para criar a própria marca, a PLUR, que une moda e regionalidade em peças de roupa elegantes.

Formada em administração e produção de moda, Lorena sempre teve o desejo de ter o próprio negócio, mas sentia que faltava algo. “Eu sempre tive o desejo de ter meu próprio negócio. Apesar disso, por muitos anos trabalhei no regime CLT, o que foi importante para meu aprendizado e amadurecimento profissional, mas ao mesmo tempo limitava minha liberdade criativa e a possibilidade de desenvolver algo que realmente tivesse a minha identidade”, relembra.

A jornada de Lorena não foi fácil. Como mulher empreendedora na Amazônia, ela enfrentou desafios como desconfiança, sobrecarga de funções e acesso limitado a recursos e oportunidades. No entanto, ela não desistiu e acreditou na sua potência como empreendedora. “Ser mulher empreendedora ainda traz muitos desafios. Muitas vezes precisamos provar nossa capacidade mais de uma vez, lidar com desconfiança e com a sobrecarga de assumir muitas funções ao mesmo tempo dentro do negócio”, conta.

Lorena Ramos: “Ser mulher empreendedora ainda traz muitos desafios”. Foto: Arquivo Pessoal.

A PLUR nasceu em 2014, mas ganhou identidade em 2021, após um longo período de pausa. Agora, a marca se destaca por suas peças autorais que unem moda e regionalidade paraense, com conforto e estilo. “Nosso diferencial está na criação autoral com identidade amazônica, na valorização da produção local e nas colaborações com artistas paraenses. A PLUR não vende apenas produtos, mas pertencimento, narrativa cultural e representatividade”, observa ela.

De acordo com a empreendedora, o apoio do Sebrae/PA foi fundamental para o crescimento da marca. “O Sebrae foi essencial para fortalecer nossa visão estratégica, organização financeira e planejamento de crescimento. Com orientações e capacitações, conseguimos estruturar melhor os processos e enxergar a marca com mentalidade empresarial, sem perder nossa essência criativa”, destaca ela.

Para Lorena, o empreendedorismo feminino é uma força social transformadora. “Muitas vezes esperamos validação externa para começar, mas o mais importante é dar o primeiro passo e entender que o processo vai ensinar muito ao longo do caminho. Empreender exige coragem, mas também é uma forma muito poderosa de autonomia e transformação”, finaliza ela.

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