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Moda autoral e sustentável vira marca registrada de empreendedora

Conheça a história de Ana Paula Rosário, que aposta na criatividade para criar produtos com identidade amazônica
Por Da redação
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Afinidade com o que se faz, seja no trabalho ou nos hobbies do dia a dia, é uma ferramenta poderosa para alcançar eficiência e qualidade superior. Pelo menos foi essa percepção que levou a empreendedora paraense Ana Paula Rosário, de 42 anos, a promover uma mudança na própria vida e apostar no que realmente ama.

Ana atuava como diretora de arte em publicidade e propaganda em uma empresa na cidade. Apesar da carreira consolidada, sentia que algo não estava certo. Havia insatisfação. “Me sentia limitada em minhas possibilidades de crescimento e expressão artística”, relembra.

Determinada a encontrar uma nova forma de ganhar a vida e dar vazão ao seu lado criativo, começou a pesquisar novos caminhos. Foi então que uma situação inesperada acabou se tornando a porta de entrada para seu verdadeiro propósito.

A chegada da pandemia de covid-19 despertou em Ana o desejo profundo de viver com mais autenticidade. “Diante de tantas incertezas, tomei uma decisão muito profunda: se a vida é incerta, eu queria viver sendo fiel à minha essência. Foi então que comecei a criar minhas primeiras peças e compartilhar nas redes sociais”, afirma.

Sonho

Nascia ali a Chuva de Cor, nome que traduz a criatividade de Ana fluindo como uma verdadeira tempestade de imaginação. O empreendimento passou a explorar diferentes vertentes. Hoje, o ateliê produz acessórios autorais em cerâmica plástica biodegradável e roupas em viscolinho de fibra natural de reflorestamento, com estamparia digital sustentável.

Com muita criatividade, a empreendedora imprime a cultura paraense e amazônica em produtos com produção local. O ateliê de costura do pequeno negócio também cumpre um papel social importante, segundo ela, já que gera renda para mulheres chefes de família, que são contratadas como costureiras da marca.

Em 2023, a amiga de infância Kelly Melo abraçou a proposta da marca e se tornou sócia. “Juntas, iniciamos a produção de roupas com estamparia autoral, autênticas, coloridas e que traduzem a identidade paraense sem caricaturas. Em 2024, lançamos também nossa coleção de calçados autorais, que carregam características únicas do que é ser paraense”, conta.

Foto: Arquivo Pessoal.

“O diferencial da Chuva de Cor está na autenticidade. Cada criação nasce de um processo sensível, que carrega identidade, memória e significado. A marca não busca apenas criar produtos, mas provocar sensações e gerar conexão”, destaca Ana.

Desafios

O crescimento, no entanto, não aconteceu da noite para o dia. O início foi marcado por desafios. “Houve dificuldades relacionadas à estruturação da marca, ao posicionamento e ao acesso a informações estratégicas. Também enfrentei o desafio emocional de acreditar no próprio trabalho e sustentar um projeto autoral”, conta.

Segundo a empreendedora, o apoio do Sebrae foi fundamental nesse processo. “O Sebrae foi crucial na nossa trajetória, pois nos ajudou a desenvolver uma visão mais estruturada do negócio, aprimorar o posicionamento da marca, tomar decisões com mais segurança e até criar uma reserva financeira para investir no crescimento da empresa”, afirma.

Mesmo diante das dificuldades de gerir um negócio, cada etapa contribuiu para o amadurecimento da marca. O perfil, que começou com apenas 70 seguidores ,passou a ganhar espaço no mercado, com participação em eventos como a Feira de Artesanato do Círio.

Também no ano passado, Ana foi a vencedora do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, na categoria Pequenos Negócios. “Hoje, a Chuva de Cor é uma marca forte e consolidada dentro do mercado autoral paraense e conta com mais de 24 mil seguidores no Instagram, resultado de muita dedicação e de um trabalho incansável para oferecer sempre o melhor ao nosso público, inovando a cada coleção”, finaliza Ana.

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