Quer conhecer o complexo do Ver-o-Peso, em Belém, mas não sabe por onde começar? agora há uma nova forma de experimentar o lugar por meio dos seis Guias de Descoberta do Ver-o-Peso. As opções de visita apresentam diferentes aspectos do complexo, além dos conhecidos Mercado de Peixe, Mercado de Carne ou as Erveiras, juntando a eles a experiência, o artesanato, a gastronomia, as frutas, os peixes, as polpas de frutas e as pessoas que fazem a feira. O ponto de partida é o Solar da Beira, onde é possível encontrar acolhimento turístico e orientação.
Conheça os caminhos
O Essencial introduz a história do complexo, situa quem chega ao lugar e indica os principais locais de visitação a partir do Solar da Beira.
Sabores do Ver-o-Peso direciona o visitante para uma experiência gastronômica a partir do açaí, da farinha, dos peixes e das frutas.
Gente do Ver-o-Peso sugere o contato com quem faz o mercado: feirantes, erveiras, cozinheiras, peixeiros e demais trabalhadores.
Leve Belém com Você apresenta uma coleção de produtos de empreendedores da Taberna Amazônica, que tem uma vitrine no Solar da Beira. São 54 produtos de diversas tipologias amazônicas, opções de presentes com a cara da região para levar de lembrança.
Ver-o-Peso: Cultura Viva convida o visitante a observar como as refeições são preparadas, como o mercado funciona e como o patrimônio e a tradição fazem parte do lugar.
Ver-o-Peso de Quem é Daqui sugere que o paraense se conecte à história do complexo por meio de uma vivência além das compras, que valoriza o patrimônio e a memória do lugar.
Taberna Amazônica
No Solar da Beira, os percursos revelam a Taberna Amazônica, que reúne 88 artesãos, distribuídos em 22 pontos de venda, além da Sala do Empreendedor, que oferece atendimento a quem deseja empreender, em parceria com a Prefeitura de Belém. Quem passa pelo espaço também ouve os sons da Shekiná Sons da Amazônia. A empresa produz instrumentos musicais com materiais naturais da região e alguns reutilizados, como ouriço de castanha-do-Pará, cuia, tucumã, bambu e couro, além de garrafas PET e tubos de PVC.
O artesão Alexandre Paulemy conta que o negócio nasceu de uma inspiração na infância. “Desde criança via, na Praça da República, a banca de instrumentos, que já tinha um mestre há muito tempo atrás que fazia esta prática. Aí, fui para a prática da capoeira, aprendi a fazer os instrumentos, e para vir para os instrumentos da nossa terra foi só um passo”, pontua.
Paulemy conta que os Guias proporcionam mais visibilidade ao espaço e aos empreendedores. “Com essa possibilidade você vai ser mais visto. Quem quer conhecer um pouco mais do Pará, já fica sabendo que aqui no Solar da Beira tem instrumentos, cerâmica, biojoias. Então, tudo isso alavanca nosso empreendimento, vira um ponto de referência da cultura e do artesanato paraense”, analisa o empreendedor.

Tradição e sabor
Os Guias de Descoberta também apresentam as icônicas erveiras do lugar. Pessoas como a Dona Iracilda Siqueira, que trabalha como erveira no Ver-o-Peso há 45 anos. Ela considera a barraca onde atua parte essencial de sua vida. Ao longo de décadas, construiu sua trajetória no mercado e hoje também atende encomendas de outras regiões do país, como São Paulo.
“O movimento de turistas melhorou bastante. O pessoal vir em Belém e não vir ao Ver-o-Peso, não veio em Belém. Aqui é o ponto turístico, Deus o livre, aqui é tudo, aqui é o Ver-o-Peso”, declara. Entre os produtos encontrados em sua barraca estão os perfumes ‘Chora nos Meus Pés’, ‘Pega e Não Me Larga’, ‘Chama Marido Rico’ e ‘Passa no Concurso Público’, entre outros.
Em outra parte do percurso, é possível degustar produtos no Zezinho Farinhas. O visitante pode provar farinhas de tapioca de diversos sabores, como cupuaçu, açaí e jambu, além de farinhas de mandioca. Rafael Ferreira, responsável pela barraca, destaca a qualidade e a inovação dos produtos.
“Trazemos todos os sabores da floresta através do nosso principal produto, que é a farinha de tapioca. Muito turistas que vem ao Pará conhecem o produto, eles levam apenas um pacote, e depois entram em contato, assim ganhamos mais um cliente em outro estado”, relata Rafael.

Solar da Beira: ponto de referência
O coordenador estadual de Turismo do Sebrae no Pará e analista técnico Péricles Carvalho avalia que, aos poucos, os guias se tornarão referência para quem visita a feira. “A gente já disponibilizou os Guias aqui, já fizemos treinamentos com os colaboradores da Sala do Empreendedor para fazer esse acolhimento dos turistas, e agora estamos entrando numa segundo fase, que é a disponibilização de guias de Turismo que vão ficar uma a duas vezes na semana, em outubro, para fazer o acolhimento, explicar como funciona os guias, e se for o caso, acompanhá-los nas visitas”, explica.
Péricles acredita que as opções de visita ajudam a tornar o Solar da Beira um ponto central para quem chega ao Ver-o-Peso, uma referência turística para quem deseja conhecer o complexo sob outro olhar.
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