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Coleção de biojoias retrata homenagem de papel picado no Círio de Nazaré

Produtos presentes na FAC 2026 foram criados pela designer Nilma Arraes, da marca Trama
Por Da Redação
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Quem conhece o Círio de Nossa Senhora de Nazaré sabe que são comuns as homenagens com papel picado jogado pelas ruas, principalmente durante a maior romaria da festa, a do segundo domingo de outubro. Inspirada nessa demonstração de fé e também na chuva de Belém, a designer de biojoias Nilma Arraes criou uma coleção de colares, brincos e uma luminária que utiliza escamas de pescada-amarela como matéria-prima apresentada como lançamento na 14ª Feira do Artesanato do Círio (FAC).

As escamas são coletadas principalmente com feirantes do Mercado do Ver-o-Peso, em Belém. Antes descartado no lixo, esse material agora se transforma em acessórios refinados, que também utilizam fibras de miriti. “Foram cerca de 15 dias para a produção das peças. Aí veio a parte dos protótipos, que demora um pouco mais. São em torno de oito peças, incluindo até uma pequena luminária decorativa da berlinda da Santa”, explica Nilma.

Entre os itens disponíveis no estande 57, estão as peças que compõem a coleção: a maior, chamada “Chuvas de Nazaré”; “Chuva de Fé”, peça intermediária, com menos caimentos; e “Céu em Festa” é o colar menor da composição. Os brincos também acompanham estas propostas.

Empreendedora inova com coleção na FAC 2026. Foto: Selton Martins.

Borra de açaí

A Trama é uma marca que trabalha com conceitos de sustentabilidade e reaproveitamento de matérias-primas. Em coleções anteriores, a marca apresentou colares e brincos com composição que a designer chama de MARIA (Mistura de Açaí Insumos da Amazônia). As peças são produzidas a partir da borra do açaí, uma espécie de resíduo que resta dos grãos descartados. Misturado a uma resina, esse material dá origem a produtos únicos e originais.

‘Varinha da conquista’

A varinha da conquista é um artesanato tradicional de famílias de Mosqueiro e Soure. Para explicar a origem das peças, Nilma contou uma lenda segundo a qual, quando uma pessoa se interessava muito por outra e não era correspondida, ia ao mato, pegava uma vara de taquari e começava a bordar, fazendo pequenos cortes na casca até formar grafismos.

“Quando ela terminava de bordar, ia por trás da pessoa com aquela varinha, em torno de 60, 70 cm, e batia nas costas dela. E esse processo todo, feito em segredo, fazia com que o outro se apaixonasse. Por isso, o nome é varinha da conquista”, explicou. Inspirada nessa tradição, Nilma criou a coleção “Encantaria”, composta por anéis, colares e brincos.

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