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O Sebrae reuniu, nos dias 12 e 13 de agosto, em Belém, 40 colaboradores dos sete estados da Região Norte e do Sebrae Nacional para a formação Embaixadores da Mudança, promovida pela Universidade Corporativa Sebrae. A iniciativa teve como foco a diversidade racial, a inclusão, o letramento racial e o afroempreendedorismo, com o objetivo de preparar multiplicadores dessa cultura dentro do Sistema Sebrae.

A formação integra a estratégia do Sebrae de fortalecer a pluralidade e reconhecer a diversidade das pessoas, dos territórios e das diferentes formas de empreender. Para o gerente-adjunto de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão do Sebrae Nacional, Heraldo Ricardo dos Santos, o desafio é transformar o conhecimento em práticas concretas. “Não basta falar de inclusão. É preciso transformar inclusão em prática institucional e em atendimento”, destaca.

Segundo o diretor-superintendente do Sebrae no Pará, Rubens Magno, a instituição vem aprimorando seus processos para conhecer melhor os diferentes públicos atendidos e desenvolver ações cada vez mais direcionadas. “O atendimento passa pelo acolhimento e pelo respeito. Precisamos estar preparados para que as pessoas se sintam acolhidas quando chegam ao Sebrae”, afirma.

Para o analista técnico do Sebrae em Rondônia, Robson Fabre, a capacitação reforçou a importância do aprendizado contínuo e trouxe novas perspectivas para a atuação nos territórios. “A capacitação foi fantástica. Abriu um leque de oportunidades de transformação para o nosso território, relacionadas ao letramento racial e à inclusão. Já consigo colocar muitas ações em prática e acolher pessoas que antes não se sentiam acolhidas.”

A gestora do Programa de Qualidade de Vida, Saúde e Segurança do Trabalho do Sebrae Amapá, Cássia Souza, também destaca que o processo de mudança começa pela reflexão individual. “A mudança precisa acontecer em mim primeiro: me conhecer, enxergar o próximo e não minimizar a dor do próximo. Eu volto diferente dessa capacitação.”

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Do conhecimento à mudança

A capacitação foi conduzida pela empresária Ana Minuto, que atua há 20 anos com diversidade, equidade e inclusão e construiu sua trajetória a partir da vivência com movimentos sociais e movimentos negros.

Para ela, a transformação começa pelo indivíduo e pelo reconhecimento das experiências que moldam comportamentos, crenças e visões de mundo. “A cultura somos nós. A gente repete nossas crenças, nossas dores e nossas alegrias todos os dias, não só no atendimento, mas também na relação com as pessoas.”

A metodologia utilizada na formação parte da compreensão de que vieses, medos e comportamentos são construídos a partir de experiências individuais e coletivas. Ao revisitar essa trajetória, os participantes são convidados a compreender como essas experiências influenciam a maneira como cada pessoa percebe e se relaciona com o outro.

“Primeiro, a gente olha para o indivíduo: o que ele pensa, o que sente e por que faz o que faz. Depois, olha para os dados, para a história do racismo no Brasil e para a forma como ele é legitimado pelas estruturas sociais. Só então chegamos ao atendimento e à forma como nos relacionamos com as pessoas”, explica Ana.

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Consciência para transformar práticas

Mais do que ampliar conhecimentos técnicos, a proposta da formação é estimular a consciência sobre o papel de cada pessoa na construção de ambientes mais inclusivos.

“A proposta é trazer consciência para que cada um compreenda também o seu papel diante do racismo, da homofobia, do capacitismo e de outras formas de violência”, afirma Ana.

Para a empresária, o letramento racial deve ser compreendido como uma responsabilidade coletiva e está diretamente relacionado à forma como as pessoas se percebem e estabelecem relações.

“Não é sobre ser negro. É sobre ser humano. Quando você começa a perceber o seu papel e como deve tratar o outro, muda a forma como as pessoas se relacionam consigo mesmas e com os outros.”

A formação Embaixadores da Mudança busca, a partir dessa perspectiva, ampliar a capacidade do Sistema Sebrae de reconhecer diferentes realidades, combater barreiras e promover um atendimento mais acolhedor e inclusivo nos territórios da Região Norte.

Atuação no Pará

Ações desenvolvidas pelo Sebrae no Pará têm ampliado a participação de empreendedores negros, povos originários, quilombolas e pessoas LGBTQIA+ em eventos e espaços de comercialização. “As atividades passaram a ir além da sensibilização e da conscientização, incorporando estratégias voltadas à inclusão produtiva, à geração de negócios e à criação de oportunidades concretas para empreendedores”, explica o gestor do programa Plural no Pará, Alexandre Alves.

Para fortalecer esse segmento, o Sebrae lançou o Portal Afroempreendedorismo, ambiente digital que reúne conteúdos, capacitações e soluções para pessoas negras que já empreendem ou desejam iniciar um negócio.Acesse: https://sebrae.com.br/subsites/afroempreendedorismo.

Em Belém, os atendimentos presenciais podem ser agendados pelo e-mail do Alexandre [email protected]

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