Empresas voltadas para o segmento da economia criativa têm ganhado espaço no município de Altamira, sudoeste paraense, aquecendo a dinâmica local com o apoio do Sebrae no Pará.
Uma proposta de paisagismo ecológico e naturalista que prioriza as plantas nativas brasileiras e espécies amazônicas. Esse é o propósito da Musa Jardim, empreendimento especializado em paisagismo e jardinagem, que oferece serviços de poda, limpeza, elaboração de projetos, reforma de jardins e criação de modelos em 3D, sempre com foco em soluções sustentáveis.
Karolliny Borssato e Gustavo Costa, nascidos em Altamira, são os proprietários da empresa que começou de forma despretensiosa, durante o período em que residiam no Paraná. Os empresários moravam em uma casa com quintal grande e iniciaram mexendo despretensiosamente no terreno, preenchendo os espaços vazios, cultivando hortas, dando vida e utilidade ao espaço.
Após o começo informal, Gustavo e Karolliny tiveram a ideia de transformá-lo em um negócio quando retornaram para Altamira, em 2024. “Eventualmente conversávamos sobre trabalhar com paisagismo e jardinagem, como monetizar isso e, aqui em Altamira, colocamos a ideia em prática. É assim que ocorre o empreendedorismo”, frisou o empresário.
Mestre em Geofísica e com graduação na mesma área, Karolliny tem no negócio a principal fonte de renda. Gustavo é graduado em Sistema de Informações e continua atuando na área da tecnologia ao mesmo tempo em que se dedica aos negócios.
A empresa trabalha com paisagismo sustentável, com soluções para quem possui jardim e, também, para quem mora em espaços menores, sempre adaptando as soluções à realidade do cliente. “Sempre tive interesse no meio ambiente, sustentabilidade tem a ver com economia. Falo com os meus clientes a partir do que eles têm”, destaca Karolliny, que atualmente cursa a graduação em Tecnologia em Paisagismo e Jardinagem.
Karolliny ressalta que a temática do negócio está em sendo discutida amplamente. “Nacionalmente, o debate sobre plantas nativas vem aumentando muito, está em alta a pauta da identidade local. Nosso diferencial é levar nosso trabalho pelo aspecto do paisagismo regional”, diz ela.
Os empresários recorrem ao Sebrae sempre que possível para participarem de ações da instituição e, esse ano, pretendem fortalecer ainda mais o vínculo. Gustavo frisa que a relação com a instituição é antiga. “Conheço o Sebrae há muito tempo, é referência de suporte e uma parceria de grande ajuda. Fiz o Empretec e acompanho muitas coisas”, explica ele.
“Quando tem feiras, palestras, sempre que possível, estamos participando dos eventos do Sebrae. Queremos expandir a Musa para outros ramos dentro desse nicho. Produzir mudas, um escritório para o paisagismo, os sonhos são grandes. As pessoas têm resultados trabalhando com o Sebrae, queremos fortalecer o vínculo”, completa Karolliny.

Carreira artística
A vivência no Xingu, as experiências em Belém e elementos da natureza são algumas da inspiração do trabalho de Graciele Podanoschi. Nascida em Altamira e mais conhecida como Grah, a cantora tem a renda oriunda da arte.
Graduada em Pedagogia e com curso técnico em música, a empreendedora explica que é difícil viver da música como um ofício artístico, o que acaba deixando, muitas vezes, a vocação somente na esfera do entretenimento.
“A arte acaba ficando nesse lugar da informalidade, da falta de postura profissional, O maior desafio de empreender na economia criativa é a falta de letramento cultural, entender que a arte é um processo laboral, que o músico é proletário, que aquilo requer horário, constância e profissionalização”, conta.
Grah tem como objetivo transformar sua voz em uma ferramenta de conscientização sobre o Xingu e a região Norte. “Pretendo fortalecer a identidade cultural, aumentando o senso de pertencimento, despertando atenção para melhorias do município e da própria comunidade”, completa ela.
Atualmente, a artista está focando mais nas composições. Em breve a cantora lançará dois singles e, futuramente, um EP, além de seguir trabalhando com projetos culturais no Xingu Empreendedora da área da Economia Criativa, Graciele conta que recorre ao Sebrae constantemente para buscar capacitações.
“O Sebrae sempre foi ponto de pesquisa para me informar, desde quando abri o meu CNPJ por causa de um edital que eu queria concorrer e acabei sendo contemplada. A partir dali já participei de formações, como a Semana do MEI, que participo sempre que posso. O Sebrae é um lugar seguro e confiável, com profissionais habilitados”, finaliza.

