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Abertas as inscrições para projeto gratuito de empreendedorismo para mães de pessoas neurodivergentes

Iniciativa faz parte do Programa Sebrae Delas e oferece formação empreendedora, acolhimento e oportunidades de negócios
Por Redação
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O Sebrae no Pará lançou a segunda edição do Projeto Empreendedorismo Inclusivo, voltado exclusivamente para mulheres com filhos com algum tipo de neurodivergência. As inscrições estão abertas até o dia 10 de fevereiro, pelo WhatsApp (91) 98414-5143, e podem participar tanto mulheres que já empreendem, como aquelas que ainda não têm um negócio, mas desejam ter um. Tanto as inscrições como a participação no projeto são gratuitas.

Uma iniciativa do Programa Sebrae Delas, a segunda edição do Empreendedorismo Inclusivo foi lançada nessa quarta-feira (04), na sede do Sebrae, em Belém. Na ocasião, também foram entregues os certificados de 23 mulheres que passaram pela formação no ano passado. O projeto é composto por uma trilha de formação, que tem duração de dez meses e oferece capacitações presenciais com temas essenciais para quem deseja iniciar ou fortalecer um negócio, incluindo: desenvolvimento humano, marketing, vendas, finanças e formação de preço, planejamento e criatividade. As aulas são voltadas para moradoras da Região Metropolitana de Belém e serão realizadas na sede do Sebrae em Belém, no período da tarde.

Segundo a analista do Sebrae/PA e gestora do projeto na Agência Metropolitana, Vera Rodrigues, as participantes passam por uma formação completa, que termina quando o empreendimento está pronto para o mercado. “A metodologia aplicada possui três fases: o desenvolvimento humano, na qual fornecemos o suporte emocional para elas se sentirem confiantes para empreender ou dar continuidade ao seu negócio; a segunda fase é a trilha de conhecimento, que inclui conteúdos sobre gestão de negócios; já a terceira fase é a consultoria personalizada de modelagem de negócios, que é o momento de tirar o novo empreendimento do papel ou de colocar em prática as melhorias para o negócio já existente”, detalha.

Com essa iniciativa, o Sebrae/PA busca fortalecer o empreendedorismo como ferramenta para impulsionar a autonomia, a geração de renda e a qualidade de vida de mães de pessoas neurodivergentes. A iniciativa surgiu como resposta à necessidade dessas mães de encontrarem meios para equilibrar o cuidado com os filhos e a busca por independência financeira, oferecendo um espaço de aprendizado, acolhimento e apoio.

Luciana possui uma doceria virtual e pretende conquistar novas oportunidades de negócios.

A empreendedora Luciana Azevedo é mãe de Rafael, de 20 anos, que teve seu diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) fechado no ano passado. Ela já tem uma doceria virtual e, além de otimizar o seu empreendimento, também conta com o acolhimento prestado pelo projeto. “Tudo é novo para mim. Sobre projetos de inclusão, eu estou ainda tentando descobrir para poder me incluir neles. Quero aprender mais e também (buscar) novas oportunidades de negócios”, revela.

Lilian fez parte da primeira edição do projeto e diz que aprendeu a se ver como empreendedora.

A empreendedora Lilian Ribeiro participou da capacitação no ano passado. Ela é mãe de Ryan, de 17 anos. Antes do nascimento do filho, ela trabalhava como ajudante de farmácia, mas para acompanhá-lo nas terapias e participar de seu desenvolvimento, ela resolveu empreender e criou a Linha Crochê. “Com o crescimento dele, eu fui entender que ele tinha uma deficiência e foi por causa disso que eu comecei a empreender. Naquela época, eu não sabia como empreender. Foi por meio dessa capacitação que nós aprendemos muitas coisas, mas principalmente a valorizar nosso trabalho, a nos valorizar como empreendedoras”, relata.

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