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Negócios ligados à cultura paraense e à tecnologia continuarão em alta

De acordo com análises do Sebrae/PA, esses setores ajudaram a impulsionar muitos negócios em 2025 e devem permanecer entre os destaques de 2026
Por Redação
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O ano de 2026 está apenas começando e muitos empreendedores, ou quem deseja se tornar um, estão se perguntando que tipo de negócios permanecerão em alta nesse novo ciclo. Na esteira da COP30, alguns segmentos que se destacaram no ano passado continuarão em alta, como alimentos e bebidas, turismo, artesanato e bioeconomia, de acordo com a análise de tendências do Sebrae no Pará.

O gerente da Unidade de Relacionamento Empresarial do Sebrae/PA, Antônio Romero, explica que muito do interesse pela cultura paraense se deve ao legado deixado pela COP30, realizada em Belém, no ano passado.

“Tivemos um grande volume de pessoas passando pela nossa cidade e tiveram contato com nossos roteiros turísticos, as experiências amazônicas, a nossa cultura, com serviços e produtos que eram novidade e, até mesmo, produtos que já faziam sucesso lá fora, como a castanha, o açaí, a moda autoral, a produção musical. Tudo isso deve ganhar força, todo esse universo onde há muitos pequenos negócios deve permanecer em alta em 2026”, prevê Romero.

Um levantamento realizado pelo Sebrae no Pará, com base nos dados da Receita Federal, aponta que houve um aumento de quase 19% na abertura de pequenos negócios no quarto trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024. No passado inteiro, foram 98.164 novos pequenos negócios em todo o Pará, o que correspondeu a 98% do total de empresas abertas. A maioria foi Microempreendedor Individual (MEI), com 77,4% dos pequenos negócios. As atividades que mais atraíram novos empreendedores foram o comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios; promoção de vendas; restaurantes e similares; cabeleireiro, manicure e pedicure e, por fim, o comércio varejista de bebidas.

“Analisando o todo do mercado, percebemos também que há alguns segmentos com grande potencial de crescimento, como saúde e bem estar, que são serviços e produtos relacionados ao cuidado pessoal, qualidade de vida. São segmentos que crescem devido às mudanças de comportamento das pessoas. Portanto, há uma tendência de aumentar a procura por produtos que reforcem o autocuidado, especialmente com insumos amazônicos”, complementa Romero.

Os setores ligados à digitalização e automação também não podem ser deixados de lado, tanto que no topo da lista dos setores com maior potencial de crescimento também aparece o da tecnologia e informação, além do comércio eletrônico e varejo digital e ainda o de serviços criativos digitais.

“Não podemos esquecer que o crescimento de praticamente todos os negócios está aliado à tecnologia e inovação. Então, os pequenos negócios, cada vez mais, acessam ferramentas para controle para pagamento, canais digitais para a venda, como marketplace e redes sociais. A IA abre cada vez mais alternativas de uso, inclusive para que possa se traduzir em melhores produtos, em melhor atendimento e melhores ofertas para os clientes”, conclui Romero.

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