Os dados disponíveis sobre geração de empregos no ano de 2025 evidenciam a força dos pequenos negócios paraenses na criação de novas vagas. Os números mais recentes mostram que as micro e pequenas empresas (MPE) tiveram um saldo positivo de 48.523 empregos, no acumulado entre os meses de janeiro e novembro do ano passado, de acordo com levantamento elaborado pelo Sebrae no Pará, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do IBGE.
Durante os 11 primeiros meses de 2025, o segmento das MPE foi o único que apresentou saldo positivo na geração de emprego em todos os meses. Em termos comparativos, nesse período, a Administração Pública apresentou um saldo positivo de 2.178 postos de trabalho, as Médias e Grandes Empresas (MGE) apresentaram saldo negativo de -901 empregos e empresas de outros portes (tais como sem fins lucrativos e segmento não informado) apresentaram saldo de 1.488 postos de trabalho.
Esses resultados fazem das micro e pequenas empresas verdadeiros motores da economia, que impulsionam o mercado de trabalho em nosso estado e em nosso país. Com isso, elas se tornam protagonistas não apenas na geração de empregos, mas também em promover a inclusão social, o desenvolvimento econômico local, a inovação e a sustentabilidade.
Rubens Magno, diretor-presidente do Sebrae no Pará
Ainda segundo o levantamento, as Micro e Pequenas Empresas (MPE) são responsáveis por 94% dos empregos gerados no Pará e correspondem a mais de 90% das empresas registradas em nosso estado.
Entre os fatores que contribuíram para esses resultados, o diretor do Sebrae destaca o efeito COP30. “Com esse evento, o Sebrae enxergou uma grande oportunidade para os empreendedores e atuou para a promoção dos pequenos negócios, que estiveram em evidência dentro e fora do país, principalmente pela culinária, a economia criativa e os serviços ligados ao turismo”, complementa Magno.

Rubens Magno também destaca a legislação brasileira, que estabelece tratamento diferenciado e simplificado para as MPE, além de iniciativas que ajudam a tornar o ambiente de negócios mais favorável ao desenvolvimento dessas empresas. “Isso permite que os pequenos negócios sejam mais ágeis e flexíveis na contratação, com menos burocracia, menor carga tributária, proteção jurídica e acesso a novos mercados internos e à exportação. Essa abordagem mais flexível e ágil na contratação possibilita a inclusão de uma variedade maior de talentos e habilidades, criando um ambiente de trabalho mais dinâmico e adaptável”. Além disso, ele também cita a busca cada vez maior de empreendedores por qualificação e a ampliação do mercado consumidor, que contribuíram para o fortalecimento dos pequenos negócios e consequente aumento na geração de empregos.
“Esse grande impacto se deve ao fato de os pequenos negócios estarem diretamente relacionados às famílias paraenses, pois é dessas empresas que sai o sustento de inúmeras famílias, melhorando a qualidade de vida da população.
O pequeno negócio também é a porta de entrada para o mundo do empreendedorismo, pois é mais acessível, requer menor risco financeiro, possibilita o aprendizado prático no mundo dos negócios e tem mais facilidade para abertura”, conclui o diretor do Sebrae/PA.

